terça-feira, 15 de março de 2016

Atividade Locke



1.O que era o estado de natureza sob a ótica de Locke?
2. Qual o objetivo de Locke com o contrato social?
3. Qual era a visão de Locke e o que ele defendia na Revolução Inglesa?
4. Segundo Locke qual seria a doutrina do direito de resistência?
5. No que difere a teoria da propriedade de Locke para Hobbes?
6. Qual a diferença de pensamento entre Hobbes e Locke a respeito do estado de natureza e do contrato social?
7. O que Locke afirma a respeito das relações entre governos e as sociedades?
8. Qual a diferença entre os dois tratados sobre o governo civil de Locke?

6 comentários:

  1. 1- Para Locke, o estado de natureza é um estado de igualdade,em que os homens tem a perfeita liberdade de regular suas ações e dispor seus bens conforme acharem conveniente, dentro dos limites da lei da natureza, sem depender da vontade de qualquer outro homem.

    2- O objetivo era a preservação da propriedade e a preservação da comunidade através tanto dos perigos internos quanto invasões estrangeiras. Em suma a proteção do DIREITO natural do individuo através do estabelecimento do contrato social.

    3- Na visão de Locke os direitos inalienável à vida,liberdade e a propriedade,são próprios da natureza do homem e devem ser preservados como garantia de constituição de um verdadeiro estado de direito, onde o individuo e sua propriedade seria o verdadeiro objeto a ser resguardado pelo estado. Suas doutrinas defendiam o liberalismo insurgente na revolução inglesa.

    4- Segundo Locke, o direito nasce quando o governo não mais garante a proteção dos direitos naturais inerentes ao individuo. Assim, o povo teria legitimidade à recorrer a força para disposição de um governo, tirânico ou apenas para defender o estado de um domínio estrangeiro.

    5- Na concepção de Locke a propriedade já existe no estado de natureza, sendo uma instituição anterior à sociedade e o estado, ou seja, o estado de natureza é algo real e que a maioria dos seres humanos passou por ela. Essa teoria é muito inovadora para época já que Hobbes acreditava que propriedade só existe no estado civil, e que é uma criação do estado Leviatã, logo, podemos dizer que no estado de natureza a questão da propriedade pode ser suprimida por este.

    6- A ideia do contrato social para Locke é justamente fazer a transição do estado de natureza para o estado civil.Já no contrato social assume um papel de pacto de consentimento em que os homens concordam em construir a sociedade civil com a finalidade de preservar e consolidar os direitos naturais. Já para Hobbes o contrato é uma espécie de pacto de submissão onde o individuo se submetem a um terceiro (homem ou assembléia).

    7- Segundo ele quando o executivo ou legislativo violam a lei estabelecida a atentam contra a propriedade, o governo deixa de cumprir o fim a que fora destinado, tornando-se ilegal e degenerando em tirania.

    8- O primeiro trato contesta as ideias de Robert Filmer, sistematizador do patriarcalismo que defende o direito divino dos reis, no enquanto que o segundo tratado é um ensaio a teoria politica da sociedade civil baseada no direito natural e na teoria de contrato social.

    Alunos:
    Crislaine
    Luis Henrique
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  2. 1)Sob a ótica de Locke,os homens em Estado de Natureza vivem em perfeita liberdade,igualdade e independentes na medida em que todos estão sujeitos às leis da natureza. O convívio entre esses homens é regulado pela razão,não devendo abusar de sua liberdade para prejudicar o próximo.

    2)O objetivo de Locke com o contrato social é fazer justamente a transição do estado de natureza para o estado civil,por meio dele estariam preservadas as propriedades e as comunidades de conflitos internos e externos,ou seja, assumem um papel em construir a sociedade civil com a finalidade de preservar e firmar os direitos naturais.

    3)Para Locke o governo deve ser exercido pelo Parlamento,que representa os interesses do povo. Ele defendia que qualquer lei estabelecida ,promulgada governada pelo poder legislativo fosse conhecidas do povo e não por meio de decretos extemporaneos,ou seja,o poder legislativo não tem direito de transferir e elaborar leis ou coloca-la em qualquer outro lugar que não o indicado pelo povo.

    4)O direito à resistência seria o direito do povo de se opor ao exercício ilegal do poder, para a deposição do governo rebelde. Direito este legítimo tanto para defender-se da opressão de um governo tirânico como para libertar-se do domínio de um outro país. Para Locke, a legitimidade do poder conferida ao legislativo decorre do consenso em gerar a sociedade civil, cabendo ao consenso deliberar a ilegitimidade do abuso do Poder Legislativo, ou seja, quando há abuso de poder por parte daqueles que estão investidos da autoridade legislativa, estes são destituídos de seus cargos e funções e o poder soberano retorna ao povo que irá legislar para constituir um novo governo.

    5)Diante de ambos posicionamento , é notório ressaltar a validade do pensamento de Locke,de acordo com a nossa Constituição Federal , art 5 -XXII. É garantido o direito da propriedade. Ou seja atualmente o próprio Estado nos dá o direito a propriedade ,diferentemente do pensamento de Hobbes que tornou-se arcaico, no qual o estado teria o direito de suprimir a propriedade dos súditos, por este a ter 'distribuído'.

    6) Ambos acreditam no ser humano e no seu estado de natureza. Porém, sob o pensamento de Locke, acredita-se que o estado é de paz, harmonia, e homens racionais, consumidores da liberdade. Já para Hobbes, o estado de natureza é apenas guerra, violência e insegurança. A ideia de contrato social para Locke é tornar o estado de natureza para o estado civil, onde as propriedades estariam preservadas dos conflitos internos e externos. O contrato seria um consentimento, onde o homem concorda com finalidade de manter os direitos naturais.Sob o olhar de Hobbes, o contrato é um tipo de submissão, pacto, em que o individuo se torna submetido a terceiros (assembleia ou o próprio homem).

    7-No que diz respeito a sociedade e os governos , Locke afirma que quando o legislativo ou o executivo violam uma lei estabelecida e atendam contra a propriedade , o governo deixa de cumprir o que foi destinado , tornando-se ilegal e degenerando em tirania.

    8)O primeiro tratado de Robert Filmer,sustentava a reveleção de Deus,o direito divino dos reis.Contra Filmer, Locke afirma que os homens nascem todos livres e iguais por natureza, não havendo nada que nos leve a supor o contrário, nem mesmo as Escrituras, quando bem interpretadas. Enquanto não houver nenhum poder que possa estabelecer alguma distinção entre os homens, todos são livres e iguais.

    Adenilson Souza
    Carolina Avelar
    Felipe Mayer
    Jessica Mello
    Larissa Martins
    Mateus Miranda
    Pedro Rufino
    Thatyele Paiva
    Thúlio Maia
    Vitorio

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  3. 1)Segundo Locke, uma situação real e historicamente determinada pela qual passara, ainda que em épocas diversas, a maior parte da humanidade e na qual se encontravam ainda alguns povos, como as tribos norte americanas.

    2)Locke acreditava q para haver uma sociedade harmoniosa, as pessoas com seu proprio consentimento estabelecem o contrato social e consolidar ainda mais os direitos que possuiam no estado de natureza, ou seja, é uma neosidade.

    3)Era defensor do governo liberal e dizia que para ele o governo devia ser exercido pelo Parlamento, pois representavam o povo.

    4)É a doutrina da legitimidade da resistência ao exercício ilegal do poder reconhece ao povo, quando este não tem outro recurso ou a quem apelar para sua proteção o direito de recorrer a força para deposição do governo rebelde.

    5)Para Hobbes a propriedade só existe no estado civil e que é uma criação do Estado-Levitã, logo, pode dizer que no estado de natureza a questão da propriedade é inexistente. Pensamento contrário ao de Locke que acredita na propriedade sendo assim como o estado de natureza, anterior a sociedade. Assim, pode se dizer que a propriedade é um direito natural e inviolável.

    6)Em relação ao estado de natureza Locke acredita que o homem é anterior a sociedade e o Estado, ou seja, é algo real e que a maioria dos seres humanos passou por ela. Ao contrário de Hobbes; em que o estado de natureza é um estado de guerra, insegurança e violência.
    A ideia de contrato social para Locke é justamente fazer a transição do estado de natureza para o estado civil, onde, por meio dele, e independente da forma de governo, estariam preservados as propriedades e as comunidades de conflitos internos e externos. Ao contrário de Hobbes que acredita que o contrato é uma espécie de pacto de submissão onde os indivíduos se submetem a um terceiro(homem ou assembleia).

    7)Afirma que, quando o executivo e o legislativo violam a lei estabelecida e atentam contra a propriedade, o governo deixa de cumprir o fim a que fora destinado, tornando-se ilegal e degenerado em tirania.
    8)O primeiro tratado refuta as ideias de Robert Filmer, sistematizador do patriarcalismo enquanto que o segundo tratado delineia a teoria política da sociedade civil baseada no direito natural e na teoria do contrato social.
    Diferentemente de Hobbes, Jonh Locke acreditava que o estado natural era o de igualdade e paz, os direitos naturais eram: O direito de vida, liberdade, propriedade e resistência a tirania. Para manter esses direitos naturais era necessário um governante que respeite o desejo da maioria, caso o apresentante coloque em risco os direitos naturais, o povo tem direito de resistir e fazer uma revolução.

    Bianca Meireles
    Bruno Falco
    Júlia Meireles
    Matheus Henrique
    Milton Gomes
    Pedro Leibinitz
    Pedro Teles
    Shayane Sátyro
    Vancir Ferreira

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  4. Primeira parte:
    1) O estado de natureza, segundo Locke, é definido como algo bom e harmonioso, em que são reconhecidos os direitos naturais à vida e à propriedade privada. A sociedade é regida pelas leis naturais e pelas leis de Deus. Os homens se respeitam e vivem bem, pois na concepção de Locke, o homem é neutro na sociedade e possui tendência a se tornar bom. Quando surge alguns raros conflitos, o direito de punir na mesma proporção do dano sofrido é posto em prática.

    2) Seu principal objetivo era de preservar a propriedade (vida, liberdade e bens) e a proteção da sociedade tanto de perigos internos quanto de perigos estrangeiros. Levando em consideração os conflitos que pudessem ocorrer, faltava no estado de natureza três elementos básicos: leis feitas pelos homens ( que para Locke, era o que fazia o ser humano ser de fato livre, através de uma sociedade baseada no consentimento), juízes imparciais, pois a ideia de proporção na hora da vingança era diferente na visão de cada um e por isso necessitava da avaliação de uma terceira pessoa, e da força coercitiva que apenas o Estado pode oferecer. A junção destes fatores proporcionaria uma vida ainda melhor que no estado de natureza.

    3) Foi contra a monarquia e defendia o governo liberal, onde Locke fundamenta a legitimidade da deposição de Jaime II por Guilherme de Orange e pelo parlamento com base na doutrina de direito de resistência. Locke foi pai da ideia do liberalismo e das eleições, onde através do voto, o povo exercia seu direito natural, em uma democracia representativa.

    4) Locke estabelece que sendo a sociedade política formada a partir do pacto voluntário, e que, uma vez que o soberano não cumpra com seus deveres, os cidadãos possuem o direito de resistência. Visto que a sociedade civil, para Locke, é fundamentada no consentimento dos governados, o único direito renunciado pela população é o de fazer justiça com as próprias mãos. Sendo assim, o cidadão permanece titular de todos os outros direitos, incluindo o da propriedade privada. Em face a um governo ilegítimo, que viole a vida, a liberdade e os bens da população, o direito de se rebelar contra esse governo é perfeitamente legítimo. Se o soberano ofende o consentimento dos governados, o corpo legislativo pode ser dissolvido e um novo criado, visto que este tem o dever de representar a vontade popular.

    Grupo: Letícia Andrade Marcos Ribeiro Nivia Santos Dayane Alves Lucas Milagres Lavínia Guimarães Luiz Henrique de Assis Manoel da Motta Nathália Nascimento Thaís Nascimento Ramon Mello Wellington Santana Vander Alves

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  5. Continuação:
    5) Para Hobbes, a propriedade privada é inexistente no estado de natureza. O único direito reconhecido é o direito à vida, e consequentemente, de proteger a vida. Neste cenário, surge a ideia de guerra de todos contra todos, visto que para cada um proteger sua própria vida, tudo é válido, onde não há limites sobre o direito do outro. Para se findar o caos e a insegurança, surge o Estado, visto como a figura do Leviatã, um monstro citado na Bíblia, em que todos se submeteriam à sua proteção, sendo a obrigação exclusiva do Estado prover a segurança. Para Locke, a propriedade privada já é um direito natural, reconhecido e respeitado no estado de natureza. Cada grupo familiar possui seu próprio território para a manutenção de seu direito à vida, sendo este respeitado por outros grupos, onde eventuais conflitos e infringências deste direito implicava na punição pela parte afetada, na mesma proporção do dano causado. A propriedade privada, na concepção de Locke, é o direito mais importante, sendo em um primeiro momento definido pelos limites do trabalho de cada ser humano, e posteriormente, pelo dinheiro e trocas comerciais.

    6) Na visão de Hobbes, o estado de natureza é algo instável, inseguro e perigoso. Em um cenário em que todos querem lutar pela manutenção de seu direito natural à vida, cria-se um ambiente de selvageria, uma guerra entre todos. Para Hobbes, a solução vem por meio do contrato social, onde o povo transfere seu direito natural à um Estado absolutista, que passa a comandar toda a vida daquela população, sendo seu poder absoluto e incontestável. Já na visão de Locke, o estado de natureza é algo bom e harmonioso, pois o homem possui tendência a se tornar bom. O direito à propriedade privada já é reconhecido e respeitado entre os integrantes dos grupos sociais. O contrato social então se faz necessário para a solução de eventuais conflitos que possam surgir, pois no estado de natureza carecem de leis feitas por homens, juízes imparciais, e a força coercitiva do Estado.

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  6. Última parte:
    7) O argumento central de Locke é a respeito da desobediência civil e os principais fundamentos que transformam desobediência, termo pejorativo na linguagem política, por pressupor certa insubmissão dos cidadãos, em direito de resistência, um preceito inabdicável e já firmado no contrato social. Portanto um contrato formado por indivíduos livres e autônomos, cuja legitimidade política reside na força coletiva, e é incompatível com ações arbitrárias por parte do governo civil, sendo que este é baseado no consentimento da coletividade.

    8) No primeiro tratado, Locke refuta totalmente as ideias do livro “ O Patriarca”, de Robert Filmer, que defendia que a legitimidade do absolutismo monárquico estaria entrelaçado ao direito divino dos reis, ao qual se baseia na autoridade paterna da figura de Adão, sendo o poder de seus descendentes legitimado por Deus. Locke critica minuciosamente estas ideias, defendendo a tese de que o governo possui sua origem no contrato social. No segundo tratado, Locke fala a respeito do estado de natureza, no qual os homens são livres e iguais, com seus direitos naturais já inerentes, como a propriedade privada. Ele defende que o consentimento da coletividade é a fonte do poder político, no qual se cria o corpo legislativo, que irá representar os anseios do povo. Portanto, o contrato social surge como mediador desta organização de sociedade civil, em que o papel do Estado é de regular as relações e cuidar do direito de cada um.

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